O mercado de aluguel de imóveis deve ser favorecido pós pandemia

O mercado de aluguel de imóveis deve ser favorecido pós pandemia

O mercado imobiliário está sofrendo bastante com a pandemia do COVID-19, as transações caíram bruscamente e o avanço que vinha acontecendo nos últimos anos não deve ocorrer nos próximos meses. Entretanto, o mercado de aluguel tem possibilidade de crescimento após essa fase de dificuldade. 

Segundo o cofounder da Joy, Rafael Rebouças, em um primeiro momento o mercado sofre uma retratação, pela falta de transações, mas não necessariamente com perda de valor nos ativos. A dificuldade vem da falta de disponibilidade de capital da população neste momento e também por dificuldades operacionais dentro dos imóveis, como visitas e mudanças. 

Passada a quarentena, Rebouças diz acreditar em uma retomada após a reabertura econômica, principalmente o setor de locação residencial. “A compra de imóveis significa um comprometimento financeiro de longo prazo, em um momento de dificuldade, o aluguel se coloca como uma opção de médio prazo mais interessante”, afirma. 

Segundo ele, o público jovem, juntamente com a Classe A da população serão os primeiros a retomarem a movimentação do mercado. “O jovem é a força de trabalho. Olhando para os mercados asiáticos, que já estão em momento de abertura, o jovem profissional se move mais, ele se muda mais, tem uma demanda maior por moradia”, diz.  

De acordo com Rebouças, a demanda por imóveis vinda do público jovem não desapareceu, ela continua existente, mas no momento gera menos negócios pelas dificuldades operacionais trazidas pela quarentena, como as restrições às visitas, às mudanças e realizações de reforma. Ele considera esse período como uma pausa nas transações, mas acredita que elas serão retomadas com maior facilidade para esse público em específico. 

Ele afirma que sua expectativa de início da retomada de mercado é para o início do segundo semestre deste ano. “A retomada pode começar antes, mas nós preferimos trabalhar com o cenário pessimista para não sermos surpreendidos, enquanto isso modernizamos nossos processos e melhoramos nossa tecnologia para atender melhor nosso cliente”, diz.  Rebouças ainda acredita que descoberto um tratamento, ou uma vacina, o mercado da moradia compartilhada ganhará ainda mais espaço, por proporcionar uma boa qualidade de vida a um custo reduzido. 

Deixe uma resposta